Originais - Jennifer L. Armentrout - Saga Lux #04


Editora: Valentina
Páginas: 384
Classificação: 

Sinopse: Daemon fará o que for preciso para ter a Katy de volta.Após a bem-sucedida, porém desastrosa, incursão a Mount Weather, ele está tendo que encarar o impensável. Katy foi capturada. Sua única meta agora é encontrá-la. Destruir qualquer um que se ponha em seu caminho? Com todo prazer. Incendiar o planeta inteiro para salvá-la? Moleza. Expor sua própria raça ao mundo? Sem problema.Tudo o que a Katy pode fazer é sobreviver.
Cercada por inimigos, a única maneira que ela tem de sair dessa é se adaptando. Afinal, nem todas as facetas do Daedalus são totalmente malucas, embora os objetivos do grupo sejam assustadores e as verdades propagadas ainda mais perturbadoras. Quem é de fato o inimigo? O Daedalus? A humanidade? Ou os Luxen?
Juntos, eles podem encarar o que vem pela frente.
No entanto, a pior de todas as ameaças esteve escondida o tempo inteiro. Quando as verdades vierem à tona e as mentiras forem enfim desmascaradas, de que lado o Daemon e a Katy decidirão ficar? E será que eles conseguirão, pelo menos, continuar juntos?


Opala - Jennifer L. Armentrout - Saga Lux #03

Editora: Valentina
Páginas: 416
Classificação:

Sinopse:Ninguém é igual ao Daemon Black. Quando ele prometeu que iria provar seus sentimentos por mim, não estava brincando. Nunca mais vou duvidar dele. E agora que conseguimos finalmente aparar nossas arestas, bem... Tem rolado muita combustão espontânea. Mas nem mesmo ele pode proteger a família dos perigos de tentarem libertar aqueles que amam. Depois de tudo o que aconteceu, já não sou mais a mesma Katy. Tornei-me uma pessoa diferente... E não sei bem o que isso vai significar no final. Quanto mais nos aproximamos da verdade e nos colocamos no caminho da organização secreta responsável por torturar e testar os híbridos, mais me dou conta de que não existe limite para o que sou capaz de fazer. A morte de um ente querido continua afetando a todos, a ajuda surge do lugar mais improvável, e nossos amigos irão se tornar nossos piores inimigos, mas não podemos voltar atrás. Mesmo que com isso estejamos arriscando destruir nosso mundo para sempre. Juntos somos fortes... e eles sabem disso.

Precisamos falar sobre: MERLÍ

"Aristóteles achava que era um ser social e, por tanto, hoje em dia teria perfil no Facebook" - Merlí

Merlí chegou há pouco mais de um ano no catálogo da Netflix, mas já conheço a série há algum tempo (para quem não sabe, sou professor de Espanhol e sempre tento assistir séries e filmes com a língua, apesar dessa não ser). Ela é daquele tipo que está no catálogo, mas quase ninguém assiste ou comenta, entretanto, todos os seres humanos deveriam assistir.

A série catalã agradou muito ao público não só da Catalunha, como da Espanha toda (vale ressaltar que Merlí foi dublada para ser exibida em todo o território espanhol, tendo em vista que ela tem o áudio original em catalão) e por isso, a Netflix comprou os direitos da série, se tornando uma das produtoras e responsável ela distribuição pelo mundo.

Assim, em três temporadas, acompanhamos a história de Merlí, um professor substituto de Filosofia recém contratado, que passa a dar aulas na turma de seu filho, o jovem Bruno. O professor não tem métodos muito convencionais de dar aula e acaba influenciando, até demais, a vida de seus alunos (e de quem assiste também)

Por isso, fizemos uma lista com alguns motivos para você assistir a série, então vai.

1º. FILOSOFIA


Filosofia nunca foi minha área de humanas preferida, tive muitos problemas com meu professor na escola. Merlí me ensinou mais sobre filosofia, sociologia e humanidades que qualquer professor que já estudei.

Cada episódio leva o nome de um filósofo ou movimento filosófico, e você querendo ou não aprenderá sobre eles, já que as explicações não ficam somente no reino das ideias e nós vemos as aulas acontecendo em cena, com o professor explicando e os alunos tirando dúvidas. Além disso, a filosofia aprendida neste episódio servirá para algum/alguns aluno(s) aplicar(em) em suas vida e superar o momento que passa.

Por exemplo, logo nos primeiros episódios, Merlí usa a explicação sobre Mito da Caverna de Platão para ajudar um aluno que sofre de síndrome do pânico e início de depressão a voltar a sociedade, já que o mesmo está há meses sem sair de casa ou ter contato com outras pessoas que não seja sua mãe.


Além disso, as discursões filosóficas desenvolvidas na série são extremamente relevantes, tratando de assuntos como política, economia, sociedade e até sexualidade.

Então, se está com dificuldades em Filosofia, é uma boa oportunidade para estudar e assistir série ao mesmo tempo.


2º PROBLEMAS REAIS

Os brasileiros já estão acostumados a ver Malhação toda semana há mais de 20 anos, entretanto a série brasileira traz uma versão superficial da vida dos adolescentes que retrata. Merlí segue um padrão totalmente diferente disso.

Os jovens alunos do bachillerato (Ensino Médio da Espanha) trazidos são colocados em situações que se assemelham demais a vida real, deixando de lado os conflitos amorosos e brigas superficiais de adolescentes, como discursão por quem ama mais, colocando em evidencia assuntos como crises de pânico, controle excessivo da família, descoberta da sexualidade, uso e venda de drogas e dúvidas sobre a aproximação da vida adulta.

Sim, eles mostram alunos usando drogas e seus efeitos
Ver a evolução dos personagens desde o primeiro episódio até o último é gratificante, ver as perdas e conquistas de cada um nos coloca em uma posição muitas vezes desconfortável e que nos faz aprender muito com isso.


3ª DEFESA DA CAUSA LGBTQ+

Não é a primeira vez que uma série espanhola traz a questão como uma de suas bases, a final, Física o Química já trazia em 2008 um casal gay como um dos casais principais, mas Merlí foi além disso.

Na série, podemos ver como Bruno, filho de Merlí, tenta se aceitar como gay, enquanto o mesmo reproduz falas e atos homofóbicos, além de se contrapor a outro aluno, Oliver, um jovem gay, afeminado, convicto de sua sexualidade e disposto a tudo para quebrar o preconceito vivido tanto em casa como na escola. Pol também vai ter sua bissexualidade desenvolvida no decorrer das três temporadas.


Além dos alunos, uma professora substituta transexual aparece em alguns episódios, Quima, ajudando os estudantes a ter uma nova visão sobre identidade de gênero, chegando ao ponto dos alunos protestarem pela permanência da professora na escola.


 Merecendo uma salva de palmas por dedicar um episódio inteiro a Judith Butler (episódio 7 da 2ª temporada), uma das idealizadoras da Teoria Queer. Entretanto, a crítica fica pela falta de atores que realmente sejam gays, lésbicas e transexuais (pelo menos não assumidos, a maioria tem vidas reservadas e na Espanha, essa questão não é um tabu tão grande a ponto de ficarem perguntando em todas as entrevistas)


4ª EDUCAÇÃO

Merlí, o personagem, é tido por todos como o bom mau caráter, entretanto, é inegável que suas técnicas de aula são extremamente não-convencionais (e não vou mentir, sempre tento dar aula seguindo seu modelo) e consegue atrair a atenção dos alunos, os fazendo imergir no ambiente, como realmente deveria ser.

Se todos os professores fossem empáticos como Merlí e soubesse lidar com a diversidade e as necessidades de seus alunos, a educação seria bem diferente dos moldes atuais. Infelizmente, se um professor segue à risca o que ele faz, corre grandes risco de ser demitido de primeira.

Um grande exemplo desse “poder” que Merlí tem está na sua relação com Pol, um jovem que está repetindo pela 2ª vez o 1º ano do batillerato. Antes mesmo de entrar em sala e de conhecer o aluno, o estudante é apresentado como o pior da escola e uma pessoa sem futuro. O professor não liga para isso, e logo em seu primeiro contato com Pol aceita suas limitações, como o fato dele não conseguir copiar o conteúdo e prestar atenção na aula ao mesmo tempo (um problema que tive/tenho durante toda minha vida escolar), e o torna seu aluno favorito, desenvolvendo no adolescente um motivo extra para estudar, já que ninguém acreditava nele (#SPOILERALERT Pol acaba se tornando professor de Filosofia graças a isso)


 Em um diálogo muito interessante, um professor diz à Merlí que não vai ser amigo dos seus alunos e que é necessário manter a distancia entre professor e aluno, Merlí responde "Me interessa mais a distancia entre professor e professor"

Entretanto, Merlí nos mostra o outro lado da educação também. Muitas vezes acreditamos que os sistemas educacionais europeus são excelentes e acabamos entrando em uma falsa crença de que tudo é perfeito lá. Na série vemos que o sistema espanhol é cheio de problemas, como a falta de recursos, professores com péssimos salários e desmotivados e a falta de apoio do governo para várias ações na escola. Então, antes de criticar o sistema brasileiro citando estrangeiro, nem tudo é um mar de rosas como se pensa (Apesar disso, o governo espanhol é um dos que mais investe em educação tanto dos espanhóis como em outros países, o Brasil, por exemplo, é um dos que mais recebe bolsas de estudos de lá).


5º LÍNGUA CATALÃ


Para os que estão acostumados com as séries em inglês, Merlí pode ser uma boa válvula de escape para conhecer novas línguas. Depois do sucesso que foi La Casa de Papel, uma série espanhola, é bom descobrir que a Espanha não tem somente um idioma oficial.

Para quem não sabe, algumas comunidades autônomas (que seriam os nossos estados), como Catalunha, País Vasco e Galícia, tem línguas co-oficiais, e essas línguas são mais usadas do que o próprio castelhano em seus territórios.

Merlí mostra justamente isso, a série é totalmente em catalão, os únicos momentos em que ouvimos o castelhano são nas aulas de Língua Castelhana, que é dada como qualquer outra língua extra como inglês e latim, e em diálogos relacionados a família de Pol, que veio de Madrid.

A língua é apresentada em vários momentos como uma forma de protesto, tendo em vista que a situação atual na Espanha traz à tona movimentos separatistas, coisa que a série também mostra com alguns detalhes.

Além disso, é muito legal aprender expressões e gírias novas como sisplau, ningun, amiquis. Então, se puder, assista no áudio original, você não vai se arrepender.



Então, não deixe para amanhã o que você deferia estar fazendo desde 2015, comece Merlí hoje mesmo na Netflix, se apaixone, odeie e descubra como as pessoas podem ser hipócritas (tudo isso no mesmo personagem).



Ônix - Jennifer L. Armentrout - Saga Lux #02


Editora: Valentina
Páginas:416
Classificação:

Sinopse:Estar conectada a ele é uma droga!Graças ao seu abracadabra alienígena, Daemon está determinado a provar que o que sente por mim é mais do que um efeito colateral da nossa bizarra conexão. Em vista disso, fui obrigada a dar um “chega pra lá” nele, ainda que ultimamente nossa relação esteja... esquentando.Algo pior do que os Arum ronda a cidade.O Departamento de Defesa está aqui. Se eles descobrirem o que o Daemon pode fazer e que nós estamos conectados, vou me ferrar. Ele também. Além disso, tem um garoto novo na escola que, tal como a gente, guarda um segredo. Ele sabe o que aconteceu comigo e pode ajudar, mas, para fazer isso, preciso mentir para o Daemon e ficar longe dele. Como se isso fosse possível!Até que, de repente, tudo muda.Vi alguém que não deveria estar vivo. E tenho que contar ao Daemon, mesmo sabendo que ele não vai parar de investigar até descobrir toda a verdade.Ninguém é o que parece ser. E nem todo mundo irá sobreviver às mentiras.

Alfa (2018) | Crítica


Descubra quem é o verdadeiro macho alfa
É muito estranho e difícil encontrar um filme que lide e demonstre a pré-história de um modo não tão selvagem, pois sempre nos remetemos ao extremo inicio da civilização humana. Alfa nos traz uma proposta diferente da que estamos acostumados em filmes do gênero, mas bem diferente mesmo. É até curioso de se pensar como todo o contexto foi montado e produzido.

Enredo se passa há 20 MIL anos, na região onde hoje é a Europa (tinha que ser), e conta a história de um jovem garoto chamado Keda, interpretado pelo Kodi Smit-McPhee (pode parecer um nome estranho, mas ele é quem interpreta o Noturno em X-Men: Apocalípse), que é filho do chefe da tribo e está indo para sua primeira caçada antes do inverno.

Esse é aquele tipo de filme que mostra uma parte do meio da história para depois voltar ao inicio e contar desde o começo, então já é sabido que no meio dessa caçada o jovem Keda acaba sendo arremessado por um mamute (eu acho que era um mamute) e fica preso no meio de um penhasco. O pai, depois de não ter respostas visual do filho, acha que o mesmo morreu e decide voltar com o luto e a comida para casa. 

Depois nós descobrimos que Keda não está morto, e, felizmente, ele consegue sair do penhasco, com uma perna quebrada, fome e sede. Após superar alguns desafio, ele é atacado por uma alcateia e acaba ferindo um dos lobos. Ele sente pena do mesmo e começa a cuidar do mesmo. É aí que começa o desenvolver da história e a premissa do filme, como Keda consegue voltar para casa depois de ter seu pé quebrado, o inverno chegando e um lobo selvagem o ac
ompanhando.

Nós vemos como o homem se aproximou dos lobos e passou a perceber que os lobos podiam não ser seus inimigos, mas seus aliados em tudo. 

Com relação a parte técnica, temos muito o que falar. Em vários momentos dá vontade de pedir para que parem o filme para olhar as imagens com mais clareza e apreciar de tão belas que são. Como se trata de uma época sem tanta poluição e luz, as partes que retratam o céu, principalmente a noite, estão belíssimas, muitas, inclusive, aparecem fundos de telas e isso traz uma beleza incomparável, me fazendo acreditar que é um dos filmes mais belos, visualmente falando, que já vi na vida.


Além disso, há um protagonista que realmente incorporou o papel e nos fez sentir as dores e os sentimentos de sua jornada (falando nisso, sugestão de leitura: A Jornada do Herói, do Joseph Campbell). A sonoplastia também está incrível. Cada som que nos impressiona, deixando a maior parte do filme apenas com sons naturais e marcantes da natureza, trazendo mais realidade.



O ponto negativo é justamente a realidade. O uso excessivo de Computação Gráfica (CG) deixou muita coisa estranha, o primeiro impacto já é com os mamutes na primeira cena. Logo nós vemos os lobos, que não são nada realistas. Sem contar o lobo que interpreta o Alfa, que em muitas cenas se percebe que é um cachorro de verdade, mas que não parece nada com um lobo, e quando precisam de mais interação entre o animal e o protagonista usam e abusam de CG (lembra muito o que fizeram com a Renesmee, em Amanhecer). Outro lado é o roteiro surrealista, com passagens bem clichê típicos de filmes com animais.

Sendo sincero, Alfa é um ótimo filme para passar tempo, mas, infelizmente, parece muito com aqueles filmes que comprávamos antigamente nas Lojas Americanas com dois filmes por R$12, apesar da qualidade de imagem e som. Mas se for de seu interesse ver um pouco da vida na antiguidade, é uma boa pedida.





OBS.: Como estudante de linguística, não temos como não ver o filme e não lembrar a todo momento do acontecido com o Museu Nacional do Rio de Janeiro, imaginando a quantidade de material perdido em apenas uma noite.