Divaldo - O Mensageiro da Paz (2019) | Crítica


Quando falamos em cinebiografias espíritas, geralmente, lembramos de Chico Xavier, um dos maiores nomes da doutrina espírita no mundo. Entretanto, Chico Xavier não é o único nome importante entre os médiuns. Divaldo Franco é um que se sobressai diante da maior comunidade espírita do mundo, o Brasil. E é justamente a história de Divaldo, ainda vivo, que vemos ser contado em Divaldo – O Mensageiro da Paz.

Ainda este ano, tivemos o filme Kardec, que conta o surgimento da doutrina espírita durante o século XIX, e agora temos Divaldo – O Mensageiro da Paz. Agora vemos desde a infância do médium, suas primeiras visões e como foi sua evolução espiritual e humanística através de suas fases.

Logo no início, vemos um Divaldo (João Bravo) ainda criança lidando com a presença de um espírito obsessor (Marcos Veras) que lhe acompanhou por toda sua vida e sua mentora espiritual Joanna de Ângelis (Regiane Alves).

Depois vemos o jovem Divaldo (Ghilherme Lobo), que finalmente se muda para Salvador com a finalidade de evoluir sua mediunidade. Tudo com o apoio de Dona Laura (Ana Cecília Costa) e os membros do Centro Espírita Caminhos da Redenção. 

Logo vemos o adulto Divaldo (Bruno Garcia) lidando com o crescimento da Mansão do Caminho e todo a sua vida filantrópica e espiritual se desenvolvendo.


O filme tem direção e roteiro de Clovis Mello, e produção da Cine e da Estação Luz, que já tem outros filmes espíritas no currículo como Bezerra, o diário de um espírito, As Mães de Chico e Chico Xavier.

Com tanta experiência no ramo, o filme se mostra uma boa escolha tanto para os seguidores da doutrina como aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre. Entretanto, alguns pontos positivos e negativos chamaram a atenção durante todo o filme.

A primeira é com relação a divinização feita em Divaldo. Em praticamente todo o filme, o roteiro e a direção fazem parecer que Divaldo é praticamente um santo durante, com pensamentos errados, mas que sempre fez as coisas certas, sem errar.

Outro problema é a redundância no desenvolver da história, que é basicamente a mesma coisa durante todos os três períodos: Divaldo pensa em algo ruim, sua mentora aparece, ele faz algo bom e evolui espiritualmente. Isso acontece nas 3 fases do filme, fazendo parecer finais de séries.

Um outro incômodo que tive ficou com relação ao marketing do filme, que colocou Bruno Garcia como ponto principal de suas promoções, mas se você vai assistir o filme por causa do ator, irá se decepcionar, pois, apesar de entregar um bom personagem, é Ghilherme Lobo que tem mais tempo de tela. Além disso, a escolha de Marcos Veras não pareceu adequada, pois pareceu muito mais um louco sem sentido do que um espírito obsessor, outros espíritos obsessores que aparecem durante o filme, parecem mais bem encaixados.


Por outro lado, o roteiro e a direção deram um tom muito mais leve a história, com direto à vários momentos de humor, que fazem o espectador rir. Boa parte disso é graças à Ghilherme Lobo (Hoje Eu Quero Voltar Sozinho), que tem um grande carisma e boas sacadas de câmera, sem contar que desde muito novo se mostrou um grande ator.


Não temos o que reclamar das escolhas do elenco, tirando Marcos Veras. Principalmente Laila Garin (3%), que nos entrega uma grande atuação como a mãe de Divaldo nas três fases do filme, dando de coração o sofrimento e as felicidades dos filhos.


João Bravo (Bom Sucesso) também é um talento infantil a ser observado. O garoto que está na novela Bom Sucesso da Rede Globo pareceu muito à vontade no papel, mesmo tendo que lidar com coisas assustadoras na primeira fase.


Gostaria de deixar claro que senti falta de Nelson Xavier no papel de Chico Xavier. O ator que desencarnou em maio de 2017, era reconhecido pela comunidade espírita como a melhor interpretação de Chico, sem contar sua relação espiritual com o médium. Entretanto, Álamo Facó faz seu papel.


O filme é muito inspirador e não é apenas uma cinebiografia com a finalidade de trazer fiéis para a doutrina, retirando todo esse caráter e deixando os ensinamentos bíblicos de amor e caridade como principal ponto de partida, sem se importa com qual religião o expectador segue.

O filme estreia dia 12 de setembro em todo o Brasil.

9 comentários:

  1. Não sei se seria o tipo de filme que veria com facilidade, mas a história chama atenção. Só não sou lá tão viciada em biografias e tal. Mas isso do espiritismo na trama é uma coisa que fisga, faz querer ver pra saber mais e conhecer outros personagens do assunto que talvez não veja tanto. Achei meio estranho isso do jeito do filme que falou, de colocar um problema e ficar nesse ciclo de ruim, aparece alguém, bom...acaba ficando muito mais do mesmo no filme todo. Sei lá. Aí só vendo pra entender...

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  2. Apesar de ter assistido o filme de Chico Xavier, não sei nada mais sobre a doutrina, e nem conhecia esse médium.
    Eu acho bacana conhecer histórias de vida, mas tenho dúvidas se assistiria esse filme. Apesar de ter um bom elenco.

    Beijos

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  3. Olá! ♡ Ainda não tinha ouvido falar sobre esse filme, é a primeira crítica que leio sobre ele.
    Provavelmente eu não assistiria esse filme, a trama não chamou muito minha atenção. O elenco parece ter sido muito bem selecionado e terem feito um ótimo trabalho, mas ainda assim a premissa do filme não me cativou ao ponto de eu querer assisti-lo.
    Beijos! ♡

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  4. Tenho acompanhado a divulgação deste filme há um tempinho e não vejo a hora de poder conferir.
    Aliás, mesmo seguindo outra Igreja, acredito que tudo que envolva o amor, deva sim, ser mostrado. Jesus deixou o amor e tenho uma amiga que sempre diz: os espíritas são os que levam isso mais a sério! E se for para analisar ao pé da letra, realmente é. E não apenas por Chico, Bezerra, Divaldo..mas tantos outros que saem às ruas distribuindo alimentos, cobertores, abraços.
    Por isso, farei questão de ver este filme assim que possível.
    Fiquei meio pé atrás com esse Marcos Veras. Sei lá, nunca gostei do trabalho dele, nem quando ele enchia linguiça lá no programa da Fátima Bernardes..rs
    Verei!
    Beijo

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  5. Olá!
    Apesar de ser um filme espiritar, não me agradou muito. Tem um enrendo muito bom, me pareceu bastante interessante mas eu com certeza não assistiria. E filme assim, nacional bastante raro eu gosta de um..

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  6. Kevyn!
    Sou uma estudiosa da doutrina espírita kardecista e achei que o filme seria mais voltado para a espiritualidade, mas tive a impressão que é mais um tipo de biografia do Divaldo Franco. Não que isso seja ruim, sempre bom aprender um pouco como podemos perceber a espiritualidade, porém é diferente do que iomaginava, ainda assim, quero assistir.
    cheirinhos
    Rudy

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  7. Adoro o Guilherme Lobo, justamente por causa de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. Então a partir dai já fiquei com muuuita vontade de assistir. Não que o tipo de filme me atraia bastante, mas sou o tipo de pessoa que assiste praticamente de tudo e também acho interessante médiuns.

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  8. Oiii ❤ Esse é um tipo de filme que não costumo assistir, apesar de parecer uma história interessante e que deve agradar quem gosta do tema. Além de que cinebiografias não me chamam tanta atenção, só se for de alguém que admiro muito.
    Achei importante que a obra não é voltada para a religião, mas sim para o amor e a caridade.
    A obra também parece contar com um elenco de peso.
    Beijos ❤

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  9. Olá! Apesar de não seguir essa doutrina, acho muito interessante seus conceitos, então fico sempre curiosa quando lançam algo sobre ela, ainda mais porque não conheço o personagem principal, acho que o fato de acompanharmos ele desde a infância deveria tornar a história mais dinâmica, pelo visto não é o que acontece, ainda assim fiquei com vontade de conferir o filme.

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