Filosofia do Cotidiano - Luiz Felipe Pondé

Editora: Contexto
Páginas: 128
Classificação: 
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Sinopse: “Filosofar nunca foi sobre deixar você feliz. É que andam mentindo muito por aí. Filosofar está mais ligado ao despertar do sonambulismo. Essa é minha proposta nesta conversa com você.”
“Seguiremos em direção a um mar profundo, muito distante do que o senso comum assume que o mundo seja. O mundo não é um mar calmo de evidências. É um oceano cheio de pequenas tempestades a serem vencidas. O cotidiano nesse percurso não é a mera passagem das horas, é o cotidiano contemporâneo, permeado pelo caráter histórico desta época em que vivemos.”
“Somos seres muitos mais acanhados em nossa natureza do que a aberração feliz postada nas redes sociais (e na publicidade em geral). Suspeito mesmo que a própria ideia de felicidade se tornou uma variável patogênica em si.”
“Quem tem medo de sofrer é incapaz de desejar.”
“Leitura é um hábito anormal, se ‘normal’ for ser igual à maioria.”
“A obsessão pela felicidade faz de você um chato. Como escapar dessa armadilha? Escolher o fracasso? Não precisa, ele te achará. Viver sem fórmulas é o desafio


Uma das coisas que eu mais gosto de ler é filosofia, quem é da área de humanas e faz ciência inevitavelmente precisa ler muita filosofia, então quando a editora Contexto lançou esse livro eu logo pensei que essa seria mais uma ótima oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a filosofia que está sendo produzida no país.


Ingenuidade minha. Infelizmente Filosofia do Cotidiano foi uma decepção amarga que eu ainda estou tentando digerir. Filosofia é a arte do pensar, é aquilo que nos faz parar e refletir acerca de alguns questionamentos que nem sabíamos que tínhamos. Em um mundo em que seres humanos como Olavo de Carvalho ganham notoriedade com sua fixação anal e seu diploma inexistente, grandes pensadores como Platão e Aristóteles parecem ser seres míticos distantes e se faz necessário todos os dias que a Filosofia se levante com suas palavras desafiadoras.


Em Filosofia do Cotidiano, Luiz Felipe Pondé se propõe a viajar no que ele chama de cotidiano levantando questões ora sociais, ora existenciais e que no final, a meu ver deixaram e muito a desejar.


 Luiz Felipe Pondé, nos leva através de uma visão linear que me pareceu elitista, branca e com uma visão que deixa de fora vários aspectos da sociedade brasileira atual. Me pareceu a todo instante que o autor estava tentando falar para um público específico que padece de questões tão rasas quanto um pires. Como pesquisadora da língua enquanto forma atuante eu usp muito da filosofia em meus próprios trabalhos unindo-a a males que sofremos até hoje.

Escrever essa resenha tem sido uma tarefa árdua, pois eu queria muito escrever sobre minha paixão pela filosofia e o quanto ela se faz necessária ainda nos dias de hoje, enquanto sofre ataques por todos os lados, ao invés disso estou aqui tendo que falar sobre o como esse livro foi ema experiência frustante e vazia. 

A única coisa positiva, talvez tenha sido o projeto gráfico da editora que foi primoroso e que faz vista aos olhos. A capa simples e direta e com cores belíssimas. Enfim, outro dia tratei para vocês uma lista de filósofos que vocês precisam ler, hoje não foi uma experiência boa com o tema.

5 comentários:

  1. Filosofia é sempre um tema ímpar e sim, temos grandes pensadores, filósofos de verdade não só vindo do passado, mas até na atualidade.
    Pena que sim, estejam estragando isso um tanto hoje em dia e Filosofia se resumiu a arte de falar melecas..rs
    A capa e pelo jeito, a diagramação parecem realmente ser maravilhosas,mas oh, a Contexto é sempre assim, caprichosa!!!
    Beijo

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  2. Olá! Deve ter sido bem frustrante perceber que o autor não escolheu o melhor caminho para desenvolver um tema tão precioso e importante para todos nos dias de hoje.

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  3. Oi, Priscila
    Não li nada do autor, não conheço sua escrita.
    Mas é difícil agradar a todos, li algumas resenhas desse livro e a maioria gostou então vai entender. Mesmo sem ler muitas coisas assim como você não irá funcionar para mim.
    Beijos

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  4. Oi, Priscila!!
    Também gosto de ler sobre a filosofia, mas não conheço esse livro e que pena que o autor resolveu ir por um caminho não tão bom assim. Acho que livros assim não fazem o meu estilo, então deixo passar a indicação.
    Bjs

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  5. Oi, Priscila!
    Ai, olha eu já não entendo muito de filosofia, com um livro assim então, piorou.
    Não vou querer ler não.
    Pelo jeito é beeeeem raso.
    bjs

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