Space Jam: Um Novo Legado (2021) | Crítica

 


Depois de 20 anos, Space Jam ganha um novo filme ou melhor, um novo legado. Com a participação de LeBron James no papel principal, a turma dos Looney Tunes terá que enfrentar as quadras de basquete mais uma vez. Mas o que será de novidade entre o primeiro o segundo a Warner terá para apresentar?

 

Em Um Novo Legado, LeBron James tem sério problemas para criar o filho, Dom (Cedric Joe), que não deseja seguir a carreira do pai. Por outro lado, LeBron é um pai extremamente exigente que não deixa o garoto ter a própria opinião sobre suas afeições. Em meio a um conflito grande sobre as decisões de futuro dos dois, ambos são raptados por Al-G Rhythm (Don Cheadle), o algoritmo de inteligência artificial da Warner Bros.

 


Al-G sequestra Dom e propõe a LeBron um jogo de basquete virtual que será transmitido ao vivo para todo planeta, em troca, o filho seria libertado. Com isso, James é enviado entre os planetas da Warner, cada um representando uma série/filme/produção, até chegar no mundo Looney Tones. Assim, LeBron e Pernalonga terão que reunir o antigo time para entrar em quadra mais uma vez.

 

Apesar de se chamar Um novo legado, o novo Space Jam pareceu apenas uma grande propaganda de conteúdos da Warner Bros. e de produtos da Nike com uma cópia de O Jogo do Século. Isso é até compreensível quando descobrimos que o Space Jam: O Jogo do Século foi produzido inicialmente com a intenção de ser uma grande propaganda da empresa esportiva. Porém, isso não faz com que o filme seja diminuído por isso.

 

Já LeBron James, aparentemente, parece estar solto diante das câmeras, e entrega uma boa atuação (reparem no boa e não ótima ou excelente). Essa não é a primeira vez que James participa de uma produção, tendo participação em outros filmes e séries como Pé Pequeno, Descompensada e até Eu, a Patroa e as Crianças. Ele consegue entregar o que era necessário, mesmo tendo em vista que a maioria iria comparar seu trabalho com o de Michael Jordan.

 

Mas o que chama atenção mesmo é o fato de o filme trazer uma nostalgia diferente, unindo produções clássicas e modernas da Warner, que divide dentro do seu servidor mundos para cada produção, como Harry Potter, Game of Thrones, Matrix e Mad Max. Entregando muitas referências, até mesmo de filmes em preto e branco.

 


Inclusive, um dos melhores momentos do filme, que é justamente o jogo, vários personagens de diferentes produções da Warner aparecem para assistir a partida, sejam desenhos animados até personagens de terror, como A Freira, Pennywise de It – A Coisa e até o King Kong. Isso pareceu bem interessante, pois pega personagens que já possuem mais de meio século, como Scooby-doo, Tutubarão, Os Flintstones, Os Jetsons e outros como O Gigante de Ferro.

 


Essa aparição de diferentes personagens de diferentes épocas do estúdio, permitiu algo bom visualmente, que é as camadas de textura. A maioria dos personagens clássicos foram remasterizados ou recriados em 3D para fazer suas aparições ficarem mais realistas.

 


Com tudo isso, Space Jam: Um Novo Legado é praticamente uma cópia de Space Jam: O Jogo do Século, trazendo, claro, elementos mais modernos e uma propaganda estendida da Nike, já que em todos os momentos somos bombardeados pela logo da empresa.

 

Por outro lado, é uma experiência muito boa, pois o filme é divertido e atraente, e ele mesmo não se leva a série. Em vários momentos, o roteiro brinca com certas coisas ridículas que acontecem nos filmes e séries da Warner de forma escrachada e direta. Por isso, vale muito apena conferir.

 

Space Jam: Um Novo Legado estreia amanhã, 15 de julho, nos cinemas brasileiros.



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