The Excalibur Curse - Kiersten White

 

Editora: Delacorte Press

Páginas: 368

Classificação: 

Sinopse: Enquanto viaja para o norte em direção à Dark Queen, Guinevere cai nas mãos de seus inimigos. Atrás dela estão Lancelot, preso do outro lado da barreira mágica que eles criaram para proteger Camelot, e Arthur, que foi levado para longe de seu reino, perseguindo falsas promessas. Mas o maior perigo não é o que está à frente de Guinevere - é o que foi enterrado dentro dela.

Prometendo desvendar a verdade de seu passado com ou sem a ajuda de Merlin, Guinevere une forças com a feiticeira Morgana e seu filho, Mordred - e enfrenta os sentimentos confusos e proibidos que ainda nutre por ele. Quando Guinevere faz uma descoberta agonizante sobre quem ela é e como veio a ser, ela se vê com uma escolha impossível: consertar um crime terrível ou ajudar a prevenir a guerra.

Guinevere está determinada a consertar as coisas, custe o que custar. Para derrotar um mal crescente. Para refazer um reino. Para desfazer os erros do passado ... mesmo que isso signifique se destruir.

Guinevere foi uma changeling, uma bruxa, uma rainha - mas o que significa ser apenas uma garota?



 Depois de um final eletrizante em “The Camelot Betrayal”, finalmente saberemos a conclusão da história de Guinever e os demais personagens que fazem parte da lenda Athuriana contada em uma nova versão pela Kiersten White. 


O final da trilogia “Camelot Rising” não fez jus ao que é apresentado e “montado” nos dois primeiros livros. Fico triste em saber que uma trilogia que estava caminhando tão bem tenha um final tão apressado e com uma reviravolta importante que poderia ter sido mais bem construída ao longo de tantas páginas. 


Apesar das cenas de aventura, o ponto principal do livro é a evolução da personagem, que trava uma luta constante com ela mesma e o romance dela com seu par. Ao longo dos dois primeiros livros vemos como Guinevere tem um laço forte com Mordred, se descobre ao lado de Lancelot e, com toda certeza, vê sua força estando ao lado de Arthur. Quase metade do livro segue o que foi apresentado nos dois primeiros, mas aí então desanda. Nem tudo tem resposta, nem todas as respostas acabam importante e o foco no romance se torna bobo. A fantasia, a lenda, os dilemas morais e éticos, de onde e para onde Guinever vai, não tem mais destaque, mas o romance dela com seu par, sim. Fica cansativo ler sobre como ela tem seus medos, receios, não se vê como uma pessoa importante, e, mesmo estando envolvida com um personagem, esse possível relacionamento “romper” de maneira tão abrupta e com respostas tão “na cara” dela. 


Continua sendo uma leitura legal e uma interessante versão da lenda Arthuriana? Com toda certeza. Mas senti falta de um pouco mais de real protagonismo na mocinha da história. A autora parece ter sido apressada para terminar a história. Só fico pensando como essa série seria melhor aproveitada se não estivesse no “molde” dos livros YA. Kirsten White fez um excelente trabalho apresentando personagens já conhecidos com uma nova roupagem, os livros tem uma premissa interessante, mas infelizmente o final que foi entregue é morno. Com toda certeza algumas pessoas vão amar, mas infelizmente, pra mim, a pressa de metade pro final do livro tiram o brilho que a história tem e merece. 


Resenha por Mirela Paes

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