CRÍTICA | THE BATMAN (2022)

 

The Batman (2022)


Ontem, 28/02, tive a oportunidade de assistir ao novo filme do Batman, protagonizado por Robert Pattinson e dirigido por Matt Reeves. 


É inegável que a DC sempre investe em filmes mais sombrios e é exatamente esse o norte trazido pelo Batman de Reeves.


Em The Batman, vamos acompanhar a história de Bruce Wayne, o bilionário que ficou órfão cedo e que se tornou um justiceiro, o Batman. Nesse momento, o Batman existe há dois anos e Gotham está prestes a passar por mais uma eleição para prefeito e é quando o prefeito atual é assassinado que o nosso conhecido homem morcego entra em cena. Para enfrentar esse criminoso cheio de charadas, o Batman terá que descobrir segredos escondidos na cidade.


Primeiro de tudo eu preciso dizer que The Batman é um filme bom. Seguindo a linha de filmes DC, é um filme longo, são 2h e 56min em que você entra na cabeça de um homem atormentado que se divide entre vingança e justiça.


Visualmente o filme é muito bonito e o diretor optou por uma abordagem intimista, na maioria das cenas temos planos em primeira pessoa, o que torna o filme mais intimista. Em diversos momentos o espectador se sente dentro da cena e por vezes até mesmo enxerga pelos olhos do próprio Batman. Esse efeito foi conseguido por cortes de câmera inteligentes e planos de luzes mais sombrios. Outro ponto sobre a iluminação e aí falando do jogo de cores usado no filme, as cores predominantes são preto, azul e vermelho. Claro que o preto simboliza a escuridão do personagem, mas o jogo de contraste entre azul e vermelho é muito interessante. Elementos em vermelho sempre estão presentes quando a vingança está presente, uma luz alaranjada, um letreiro vermelho e até mesmo uma blusa vermelha, estão presentes quando o Batman é vingança. Já quando ele traz justiça, temos o contraste entre o azul e o vermelho, mais uma vez presentes em pequenos detalhes. Esse jogo de cores, para mim, foi o mais genial do filme e mostra que Matt Reeves e sua equipe pensaram em cada detalhe.


O jogo de luzes genial!


Outro ponto que eu gostaria de falar é sobre como os atores se entregaram para os personagens. É inegável que Robert Pattinson trouxe o Batman mais sombrio que já tivemos em tela e eu não poderia deixar de comentar que o jeito desengonçado e até freak do ator deu o tom certo para o Bruce Wayne atormentado e recluso desse roteiro. Um homem cheio de cicatrizes emocionais e físicas. Além de Pattinson, é preciso citar que Colin Farrell está irreconhecível como Pinguim e sua interpretação está impecável. Destaque também para Zoe Kravitz e sua química com Pattinson que faz quase um pop-up em cima do espectador. Da para sentir a tensão sexual entre Selina e Batman exalando da tela. Por último, não dá para deixar de falar sobre Paul Dano que também fez um vilão perfeitamente crível e perturbado.

A química exala da tela



Por último, gostaria de abordar alguns aspectos narrativos do roteiro e seus pontos positivos e negativos. Vamos começar falando sobre os pontos negativos, em minha opinião, o filme é bem longo então alguns plots me parecem estar ali meio perdidos. É o caso da história de Seline, que foi ali jogada, mas não foi minimamente aprofundada, e mesmo que esse não seja um filme da mulher gato, eu não vi essa linha narrativa como necessária para essa narrativa principal. Para além disso, acho que o roteiro foi bem inteligente ao abordar questões sociais como a corrupção, fóruns como os chans, doenças mentais e a invisibilidade social. 

No geral, Matt Reeves mais acertou que falhou na construção desse filme, o que inaugura uma nova linha para o Batman na DC e minha aposta é que essa não será a última vez que veremos Pattinson vestido de Batman.


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